|
Web
address: http://www.soscorpo.com.br/drena.htm
Drenagem
Linfática Manual é uma técnica de massagem que tem por objetivo
formar e movimentar a linfa, conduzindo-a para o coração.
Justificativa: Por que PROPELI®?
Desde 1984 temos
estudado, com profundidade, a técnica de massagem denominada
Drenagem Linfática Manual desenvolvida
entre, 1932 e 1936, pelo dinamarquês Emil Vodder (*20 de
fevereiro 1896 +17 de fevereiro de 1986), nascido
em Copenhague, estudou linguas, canto,
biologia, mineralogia, sociologia, Doutor em Filosofia, estudou
ainda citologia e Fisioterapia.
Dr. Emil Vodder e esposa
Estrid Vodder.
Estudamos também o método Leduc de Drenagem Linfática e muitas
outras variantes. Algumas pareciam mesmo contradizer-se.
Com o aparecimento da "Drenagem Mecânica" vários conceitos
entraram em "cheque" (aberturas, sentido, velocidade, etc), pois
tudo funcionava. Acreditamos que a palavra "Descobrir" é muito
forte para descrever o que passaremos a compartilhar, melhor
seria "Compreender".
Depois de muita pesquisa e de observarmos como a "Drenagem
Linfática Fisiológica" ocorria em nosso corpo desenvolvemos um
método que procura "IMITAR" o "Processo Natural" e que
passaremos a abordá-lo. Chamaremos este método de
"PROPELI"
®-
Produção Periférica de Linfa. A metodologia
apresenta resultados surpreendentes e caracteriza-se pela
objetividade e praticidade, facilitando a atividade dos que
trabalham nesta área. Iniciaremos por estabelecer conceitos e
definições para, então analisarmos as "imitações do corpo" que
usaremos no objetivo de conseguir a
"PROPELI"®,
o mecanismo natural mais usado para a
produção e movimentação da linfa no corpo.
Professor Rubens Balestro - DIFEP 1956-SS-POA-RS
Para um
melhor entendimento da drenagem linfática necessitamos definir
alguns elementos:
-
- L
Linfa:
É o líquido encontrado nos "vasos" linfáticos. Era
"Líquido Intersticial" que, por sua vez era "Líquido
Intracelular" ou ainda "Sangue Arterial". É importante entender
que os líquidos, no corpo, recebem o nome em função do lugar
onde estão. É como a água: Quando cai do céu, chamamos de chuva,
quando brota da terra, chamamos de vertente (mina, fonte,
"olho"). As vertentes formam riachos que formam rios que formam
lagoas ou deságuam no mar. Tudo é água, mas com nomes e
propriedades diferentes. O que encontramos no mar não
encontramos numa vertente. Da mesma forma os líquidos de nosso
corpo vão trocando de nome e características de acordo com o
local onde estão. Quando sai do coração, sendo rico em oxigênio,
chamamos "Sangue Arterial", quando entra num interstício celular
chamamos de "Líquido Intersticial", quando é absorvido pela
célula chamamos de "Líquido Intracelular" ao sair da célula
volta a chamar-se "Líquido Intersticial". Existem duas maneiras
do "Líquido Intersticial" deixar o interstício celular: pode
sair por uma vênula e será chamado de “Sangue Venoso“ ou pode
ser capturado por um capilar linfático recebendo o nome de
"Linfa" que mais tarde se juntará ao "Sangue Venoso" pouco antes
do coração. Portanto a "Linfa" deve ser definida pelo local
onde se encontra.
- - Como é a linfa? Sendo que sai do
interstício celular é desprovida dos glóbulos vermelhos que lá
não penetraram. Portanto é praticamente incolor tendo quase a
mesma composição do plasma sanguíneo. Carrega consigo o que
encontramos no interstício celular, em especial aquilo cujo peso
molecular ou tamanho seja grande de mais para sair por uma
vênula, as "Macromoléculas" , mas não apenas as "Macromoléculas" e sim todas as substâncias que se encontravam
no "interstício celular" por ocasião de seu esvaziamento como
"sais", hormônios, proteínas, energéticos, etc., e os
elementos pertinentes ao "Sistema Linfático" como os glóbulos
brancos (Linfócitos) produzidos nos Nodos Linfáticos e Tecidos
Linfáticos. Sendo que a porosidade dos capilares linfáticos é
maior que a dos sanguíneos (sanguíneos tem porosidade menor de 4
micra enquanto os linfáticos, nos locais onde as células
endoteliais destes capilares que se fixam, através de
filamentos de ancoragem, ao tecido conjuntivo circundante e
podem dobrar-se para dentro do capilar formando uma espécie de
válvula - trabéculas - que, quando abertas,
absorvem de 12 a 14 micra) as macromoléculas de gordura,
capturadas no intestino, aproveitam este caminho para chegarem
até o fígado. Neste percurso, dos intestinos ao coração,
a linfa adquire uma aparência leitosa. No corpo o Sistema
Linfático é também chamado de Sistema Imunológico. Isto
significa que este sistema tem, resumidamente, duas funções:
Defender e Limpar. Na drenagem linfática nos deteremos na
função de "Limpeza" onde compõe a chamada "Circulação de
Retorno" (Venosa e Linfática) colaborando na desintoxicação do
organismo, em especial, no que diz respeito as "Macromoléculas"
formadas por restos de células mortas, proteínas e Moléculas de
grande peso formadas por atração iônica (átomos e
moléculas que se agrupam buscando a estabilidade elétrica ) e
que, geralmente, não tem proveito para o organismo, sendo
eliminadas nos Nodos Linfáticos. Contudo, sua função na defesa
será levada em consideração ao decidirmos sobre suas indicações
e contra-indicações.
- Vasos Linfáticos:
Chamamos de Vasos Linfáticos as estruturas que capturam e
conduzem a linfa. Os vasos podem ser divididos quanto a sua
função: Capilares Linfáticos capturam a linfa,
Pré-Coletores Linfáticos dão início a movimentação da linfa
levando-a aos Coletores Linfáticos, de maior calibre, que
transportam a linfa até os Nodos Linfáticos. Os Vasos
Linfáticos apresentam-se na forma de “rosário” – um gomo, uma
válvula, um gomo, uma válvula. O espaço entre as válvulas recebe o nome de “Linfângio”.
- Nodos Linfáticos: São
estruturas ovais nas quais os vasos linfáticos penetram trazendo
a linfa e seus componentes. Constituídos de tecido linfático são
cobertos por uma cápsula de tecido fibroso. Formam os Nodos:
Trabéculas, vasos aferentes (que trazem a linfa), seios
linfáticos, vasos eferentes (por onde sai à linfa), nódulos
corticais, córtex, centro germinativo, cordões medulares,
artérias e veias. Temos de 400 a 600 Nodos Linfáticos agrupados
em cadeias no corpo. As principais cadeias são: cervical,
axilar, fossa oli-craniana, ducto torácico, pré-aórtico,
inguinais e losango poplíteo. Tem por função purificar a
linfa, formar linfócitos, também aprisiona agentes
patogênicos ou células "estranhas" (este processo, as vezes,
forma ínguas) e são verdadeiros laboratórios produzindo defesas
na forma de linfócitos e "anticorpos"
- Como a linfa
se movimenta pelo corpo? Para respondermos esta pergunta
temos de saber algo sobre os vasos linfáticos. Estes possuem
camadas semelhantes às paredes das veias e válvulas (valvas) em
maior número que nas veias o que permite a linfa fluir em uma só
direção, a do coração. Estas válvulas dão aos vasos linfáticos
uma aparência característica de colar de contas.
A linfa é propelida
ao longo dos vasos linfáticos pelos seguintes mecanismos:
a)
A formação de nova linfa por pressão interna ou externa nos
interstícios celulares, empurrando a "antiga" para frente.
b)
O estiramento e a contração do segmento de um vaso linfático
(Linfângio) entre duas válvulas.
c)
Ação massageadora dos músculos esqueléticos sobre os vasos
linfáticos.
d)
Pressão nos vasos linfáticos gerada pelo batimento dos vasos
sanguíneos (artérias e veias) versus a inércia das vísceras
sobre eles. Os vasos linfáticos procuram se aderir a superfície
dos vasos sanguíneos para serem espremidos nos seus “pulsares”.
e)
O peristaltismo intestinal sobre os vasos linfáticos encontrados
sobre o mesentério espremendo-os contra o músculo
reto-abdominal.
f) A
“sucção” que ocorre nos movimentos respiratórios sobre a linfa
depositada na Ampola de Pequet ou Cisterna de Quilo, situada
junto a coluna vertebral e abaixo do diafragma (este mecanismo
apenas atua na movimentação da linfa proveniente dos membros
inferiores, pelve e abdômen.
g) A força da
gravidade colabora na movimentação da limfa acima do nível do
coração.
Observando
os mecanismos de movimentação da linfa
notamos que a formação de nova linfa por
pressão externa, ou interna, a ação massageadora dos músculos
sobre os vasos, a pressão nos vasos linfáticos gerada pelo
batimento dos vasos sanguíneos versus a inércia das vísceras
sobre eles, e a sucção na Ampola de Pequet ou Cisterna de Quilo
promovida pelos movimentos respiratórios mantêm uma relação
entre si. Quando o primeiro aumenta os demais mecanismos tendem
a acompanhar este aumento. Ex: Quando aumentamos a atividade
física correndo, por exemplo, esprememos os interstícios
celulares da “planta” do pé, os movimentos musculares aumentam,
os batimentos das artérias aumentam e os movimentos
respiratórios igualmente aumentam. Sendo assim, torna-se
evidente que a formação e transporte de linfa, efetuada por
estes mecanismos, não é constante,
podendo variar de acordo com a situação.
-
Como fazer
a Drenagem Linfática Manual pelo método
PROPELI® (DLMP)?
a) Pressão: A linfa que vem ao coração procede de todas
as partes do corpo, desde as mais profundas as periféricas
(camadas da pele e tecido adiposo). Na Drenagem Linfática manual
procura-se atuar nos tecidos mais periféricos forçando, por
pressão, seus líquidos, intracelular e intersticial, a
tornarem-se linfa que acabará impulsionando a linfa dos vasos
mais profundos. Sendo assim ela terá de ser "suave" o suficiente
para não interferir no tecido muscular, mas com pressão suficiente para manipular os líquidos
dos tecidos superficiais espremendo-os para que se forme a linfa
que será recolhida pelos capilares e conduzida para os vasos
profundos. Observem que a linfa formada pela pressão nos tecidos
superficiais é recolhida e levada para os vasos mais profundos.
Isto significa que a direção da linfa superficial é a de "APROFUNDAMENTO".
b) Direção: Se considerarmos as vias
linfáticas como componentes da circulação de retorno usadas para
"esvaziar" o interstício celular de
"macromoléculas" que não conseguiram sair pelos capilares
sanguíneos (vênulas), deveríamos fazê-la no sentido de colaborar
com essa circulação. Significa então que temos de direcioná-la
para o coração? Alguns afirmam que a Drenagem Linfática deve
começar próximo ao coração e ir afastando-se dele
gradativamente. Parece que o lugar onde tem início à drenagem
Linfática é irrelevante, pois, no "processo
natural" (Drenagem Fisiológica), a Drenagem ocorre na área que
se está pressionando (lembrar que entre os mecanismos
"naturais" de formação e movimentação de linfa temos a pressão
interna ou externa nos interstícios celulares). Além disso, é
importante compreender que a Drenagem Linfática Manual se dá
pelo esvaziamento dos interstícios celulares superficiais que
tem seu conteúdo capturado pelos capilares linfáticos
conduzindo, já como linfa, aos pré-capilares e para os vasos
mais profundos onde, como "nova linfa", empurrará a linfa que
ali se encontra (as válvulas impedem o refluxo). Nesta etapa
(mais profunda) não atuamos, pois nossa pressão é superficial.
c) Velocidade: Sobre a "velocidade" estipulou-se que ela
deva ser lenta, mas como vimos na consideração dos mecanismos
envolvidos, há ocasiões em que a linfa se movimenta com maior
rapidez (uma pessoa em atividade física deve processar mais
linfa do que em repouso). A drenagem lenta pode apresentar
benefícios secundários. Emil Vodder, precursor da Drenagem
Linfática, salientava que a lentidão provocava uma indução ao
estado Parassimpático do SNA (Sistema Nervoso Autônomo), que
é o estado propício para a recuperação e o tratamento do
STRESS. Contudo, temos de levar em consideração que, por
ocasião da DLMP, estando o
paciente deitado e relaxado, poucos mecanismos naturais estarão
atuando na movimentação "fisiológica" da linfa produzida. Em
repouso, o coração diminui a freqüência de suas batidas, sendo
assim a pressão gerada pelo pulsar das artérias sobre as quais
se encontram vasos linfáticos, versus a inércia das vísceras
que estão sobre eles, diminui, tornando a movimentação da linfa
que por ali transita mais lenta. Além disso, não há a ação
"massageadora" dos músculos sobre os vasos linfáticos que se
encontram entre eles. A sucção, no ato da inspiração, sobre a
Ampola de Pequet ou Cisterna de Quilo estará reduzida retardando
a drenagem dos membros inferiores, pelve ou abdômen. A contração
dos linfângios que, por possuírem musculatura lisa regida pelo
SNA, mantém um ritmo de contração proporcional à respiração e
aos batimentos cardíacos, igualmente estará diminuída pois o
paciente esta em repouso. Sendo assim, parece haver inúmeros
argumentos para fazer a DLMP
lenta.
d) Manobras:
Para entendermos as manobras e seus motivos necessitamos rever a
parte anatômica e fisiológica do Sistema Linfático. A linfa que
é conduzida para o coração freqüentemente passa por expansões
nodulares chamadas de "Linfonodos" ou Nodos Linfáticos,
geralmente dispostos em cadeias, nos quais ela é purificada.
Células fagocitárias fazem a "filtragem" da linfa eliminando as
Macromoléculas ou diminuindo seu tamanho. Estes Nodos
Linfáticos também desempenham importante papel na defesa do
organismo agindo como barreira contra agentes agressores que ali
chegam trazidos pela linfa. Nestes Nodos são aprisionados ou
destruídos. Os Nodos Linfáticos também são centros germinativos
de Linfócitos (um tipo de célula de defesa do organismo). A
existência destes linfonodos, geralmente dispostos em cadeias, e
suas múltiplas funções devem ser levadas em consideração por
ocasião da administração de uma Drenagem Linfática. As
principais cadeias de Nodos Linfáticos, encontradas nas áreas
manipuláveis pela Drenagem Linfática Manual, são: cervicais,
parotídeas,
axilares,
supra-epitrocleares, inguinais e as dos losangos poplíteos.
É relevante salientar que, todas estas cadeias se encontram
em articulações. Sendo assim, ao movimentarmos pernas,
braços e boca, estaremos "massageando" estas cadeias de Nodos
Linfáticos, esvaziando-as. Esta é a maneira natural de
intervir nas cadeias de Nodos Linfáticos, flexionando as
articulações e, dada a complexidade das estruturas
envolvidas, parece-nos que, na Drenagem Linfática Manual,
deveríamos imitar estes movimentos em vez de usarmos nossas mãos
ou dedos. Assim evitaremos correr o risco de danificar suas
delicadas estruturas ou libertar algum agente ou célula perigosa
ali "aprisionada".
e) Condução:
A Drenagem Manual é feita por manobras superficiais que devem
pressionar somente os tecidos superficiais (tecido
tegumentar e tecido adiposo) sem atingir a musculatura. Toda vez
que um tecido superficial recebe um aumento de pressão
(pode ser interna ou externa), forma-se linfa. Não é
necessária uma condução visto que, a linfa capturada pelos
capilares linfáticos, procurará os vasos profundos,
abaixo do local onde ocorre a "leve pressão". Devemos
lembrar que, a linfa superficial é conduzida para
"DENTRO", para o interior da região "Drenada", e não para o
CORAÇÃO. É como a água no banheiro após o banho, para
secá-lo, empurramos para o ralo. Depois que ela encontra o ralo
não temos de nos preocupar com sua direção. Ela chega ao seu
destino automaticamente.
(Notar que a linfa é capturada dos tecidos periféricos e
direcionada para os vasos profundos)
f)
Tempo:
Sendo que a DLMP atua, de
maneira minuciosa, no tecido tegumentar onde estão as glândulas
sudoríparas que tem por função, além de resfriar o corpo,
livrá-lo de impurezas, as manobras de pressão fazem com que estas
impurezas que sairiam na forma de sudorese retornem à
circulação, primeiro linfática e depois sangüínea. Assim sendo,
a DLMP tem tempo máximo para ser aplicada, ou seja, de 30 a 40
minutos. Evidentemente que com este limite de tempo não se pode
drenar o corpo inteiro. Devemos perceber no entanto, que a
DLMP
não foi desenvolvida para ser aplicada de uma única vez no em
todo o corpo, ela foi desenvolvida para ser usada quando a
massagem Neurocirculatória
estiver impedida. Portanto a DLMP é usada de modo
ELETIVO. Escolhe-se a região do corpo que necessita da
DLMP.
Desta maneira ela poderá ser feita dentro do tempo limite.
Benefícios
da
DLMP:
De acordo com Emil Vodder, grande estudioso da Drenagem
Linfática Manual, podemos conseguir com esta técnica uma
estimulação da produção e movimentação da linfa, "drenando"
líquido e macromoléculas do interstício celular. Isto propicia a
absorção de edemas visíveis e os menos visíveis. Sendo assim,
esta indicada para os edemas pós-traumáticos como os que surgem
em contusões e é igualmente eficiente nos pré e pós-cirúrgicos.
É a massagem mais indicada no combate ao reumatismo (aliar
Drenagem Sinovial), celulite e efeitos da menopausa. A
Osteoporose pode ser combatida, com excelentes resultados (aliar
Massagem Osteossensibilizante).
Quando existe uma diminuição na produção de hormônios os poucos
produzidos podem ficar "perdidos" em interstícios celulares que
não são o seu destino. Isto causa uma falta de comunicação entre
os órgãos, o sistema nervoso e o glandular endócrino. A Drenagem
Linfática faz com que os líquidos do corpo circulem e, como
conseqüência, os poucos hormônio se tornam muitos, atenuando ou
desaparecendo com os sintomas da diminuição hormonal. A
DLMP
também estimula os processos imunitários por sensibilizar na
zona cortical dos Nodos Linfáticos à produção de linfócitos.
Favorece a regeneração dos tecidos. Isto pode ser explicado pela
eliminação do edema intersticial que, quando presente, diminui a
velocidade da micro-circulação. Exerce efeitos sobre o sistema
nervoso de forma tranqüilizante, relaxante e analgésica. Neste
aspecto a
DLMP
é parecida com a
Neurocirculatória
feita de maneira
Lenta e Superficial. O efeito relaxante estimula a
predominância do Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático,
que influi na recuperação das forças e regeneração dos tecidos.
Pode-se ainda citar benefícios nos casos de acne, rosácea,
pós-operatórios de cirurgias plásticas que melhora o aspecto
reduzindo edemas, hematomas, apreçando a
cicatrização e impedindo a formação de "quelóides"
(isso somente será possível quando as manobras usadas não
tiverem direção ou condução).
Levando em consideração que a
DLMPl, como a
Massagem Neurocirculatória, gera um incremento de toxinas na circulação
cardiovascular, deve-se ter o cuidado de não fazê-la de maneira
prolongada, em especial nos casos de
insuficiência renal
quando poderá estar contra-indicada. Nos casos em que
necessitamos "Drenar" o corpo inteiro fazer por partes, em
diferentes ocasiões ou diminuir a quantidade de manobras
(geralmente usamos 4 e poderemos usar apenas 2).
Considerações
finais.
A DLMP deverá ser lenta para poder influenciar no
Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático, dar tempo para que os
capilares capturem o líquido intersticial (uma manobra por
respiração profunda do paciente - pressionar na expiração) e
para respeitar a defasagem no mecanismo de movimentação de linfa
que ocorre quando o corpo está em repouso. Recomendamos
iniciá-la pedindo ao paciente que beba um "bom" copo de água
(mais de 200ml), sempre que possível usar a força da gravidade.
Ambiente silencioso. Se necessitar drenar o corpo inteiro faça
isso por partes, em diferentes sessões, assim a sessão não
será muito demorada (não ultrapassar os 40 minutos). A linfa
deve ser "direcionada" para o interior do corpo e não para o
coração. Caso o terapeuta procure direcionar a linfa para o
coração estará impedido de aplicar a técnica em casos com
Flebite, Trombose e outros. Necessita-se ter uma seqüência de
partes a serem drenadas. Se preferir a "proximal distal" não
há objeções. A flexão das articulações deverá ser feita ao
iniciar cada movimento de drenagem do segmento e ao finalizar.
Quando a drenagem for feita na região abdominal e, ou, pelve e
pernas, deve-se dar atenção ao esvaziamento da Cisterna de Quilo
ou Ampola de Pequet por meio de respirações profundas. Terminar
com mais um copo de água. (A água, antes e após a Drenagem,
apressa a depuração do sangue pelos rins, que fará urina.) A
esta metodologia de Drenagem Linfática chamamos de PROPELI
(Produção Periférica de Linfa).
Curiosidades:
* 15 % do peso corporal é representado pela linfa.
* Uma pessoa forma de 2 a 5 litros de linfa por dia, mas
pode, em casos especiais (doença), formar 20 litros.
* A linfa circula, dependendo dos mecanismos de condução que
estão sendo usados, a 4 mm/s.
* 80 % da linfa formada no corpo vem da periferia e procura o
aprofundamento onde fará seu papel na condução da
linfa dos vasos profundos.
* Os vasos linfáticos iniciam em capilares, passam para
pré-coletores, coletores e ducto torácico.
* Os capilares linfáticos são diferentes dos capilares
sangüíneos, mais numerosos e mais volumosos (20 a 60 micra).
* Quando os capilares linfáticos abrem para coletar o líquido
intersticial a dilatação pode ser de 12 a 15 micra, isto
representa 2 vezes o tamanho de um glóbulo vermelho.
* O movimento de contração “rítmica” dos vasos linfáticos é
regulado pelo sistema nervoso autônomo e ocorrem de 5 a 10 vezes
por minuto.
* Cada unidade de um vaso linfático (espaço limitado por duas
válvulas) é chamada de “lynphangion" ou LINFÂNGIO.
* O número de Nodos Linfáticos totais no corpo fica entre
600 a 700.
Veja fotos dos efeitos da DLMP aplicada por apenas 10 minutos
no lado direito do rosto das voluntárias

Professor Rubens com representantes do
Instituto Vodder de Drenagem Linfática.
Cosmética RJ. 2002
Veja DICAS
Veja Ilustrações
do
SISTEMA LINFÁTICO.
|