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(Pode copiar, mas use de ética dando os créditos)
Drenagem
Linfática Manual PROPELI é uma técnica de massagem que tem por objetivo
formar e movimentar a linfa, conduzindo-a para o coração,
imitando a drenagem linfática fisiológica desenvolvida pelo professor
Rubens Balestro e
registrada no INPI sob o número 824427157.
Justificativa: Por que PROPELI®?
Desde
1984 temos estudado, com profundidade, a técnica de massagem
denominada Drenagem Linfática Manual desenvolvida entre, 1932 e
1936, pelo dinamarquês Emil Vodder (*20 de fevereiro 1896 +17 de
fevereiro de 1986), nascido em Copenhague, que estudou línguas,
canto, biologia, mineralogia, sociologia, Doutor em Filosofia,
estudou ainda citologia e Fisioterapia.
Dr. Emil Vodder e esposa
Estrid Vodder.
Estudamos também o método Leduc de Drenagem Linfática e muitas
outras variantes. Algumas pareciam mesmo contradizer-se. Com o
aparecimento da "Drenagem Mecânica" vários conceitos entraram em
"cheque" (aberturas, sentido, velocidade, etc.), pois tudo
funcionava. Acreditamos que a palavra "Descobrir" é muito
pretensiosa para descrever o que passaremos a compartilhar,
melhor seria "Compreender".
Depois de muita pesquisa e de observarmos como a "Drenagem
Linfática Fisiológica" ocorria em nosso corpo desenvolvemos um
método que procura "IMITAR"
o "Processo Natural" e que passaremos a abordá-lo. Chamaremos
este método de
"PROPELI"
®- Produção Periférica de Linfa.
A metodologia apresenta resultados surpreendentes e
caracteriza-se pela objetividade e praticidade, facilitando a
atividade dos que trabalham nesta área. Iniciaremos por
estabelecer conceitos e definições para então analisarmos as
"imitações do corpo" que usaremos no objetivo de conseguir a
"PROPELI"®,
o mecanismo natural
mais usado
para a produção e movimentação da linfa no corpo.
Professor Rubens Balestro - DIFEP 1956-SS-POA-RS
Para um
melhor entendimento da drenagem linfática necessitamos definir
alguns elementos:
-
-
Linfa:
É o líquido encontrado nos "vasos" linfáticos.
Era "Líquido Intersticial" (liquido extra celular - LEC) que,
por sua vez poderia ser "Líquido Intracelular“ (LIC) ou ainda
"Sangue Arterial". É importante entender que os líquidos no
corpo, na maioria das vezes, recebem o nome em função do lugar
onde estão. É como a água: Quando cai do céu, chamamos de chuva,
quando brota da terra, chamamos de vertente (mina, fonte, "olho
d’água"). As vertentes formam riachos que formam rios que formam
lagoas ou deságuam no mar. Tudo é água, mas com nomes e
propriedades diferentes. O que encontramos no mar não
encontramos numa vertente.
Da
mesma forma os líquidos de nosso corpo vão trocando de nome e
características de acordo com o local onde estão. Quando sai do
coração em direção a circulação sistêmica, sendo rico em oxigênio, chamamos "Sangue Arterial",
quando entra num interstício celular chamamos de "Líquido
Intersticial“ - LEC, quando é absorvido pela célula chamamos de
"Líquido Intracelular - LIC" ao sair da célula volta a chamar-se
"Líquido Intersticial - LEC". Existem duas maneiras do "Líquido
Intersticial - LEC" deixar o interstício celular: pode sair por
um capilar em direção a uma vênula e será chamado de “Sangue Venoso“ ou pode ser
capturado por um capilar linfático recebendo o nome de
"Linfa" que mais tarde se juntará ao "Sangue Venoso" pouco antes
do coração.
Portanto a "Linfa" deve ser definida pelo local
onde se encontra, sendo assim
Linfa é o líquido encontrado nos vasos
linfáticos.
-
Como é a linfa?
Sendo que sai do interstício celular é desprovida dos glóbulos
vermelhos que lá não entram, portanto é praticamente incolor
tendo quase a mesma composição do plasma sanguíneo. Carrega
consigo o que encontramos no interstício celular - LEC, em
especial aquilo cujo peso molecular ou tamanho seja grande de
mais para sair por um capilar sanguíneo, as chamadas
"Macromoléculas" , mas não apenas as "Macromoléculas" e sim
todas as substâncias que se encontravam no "interstício
celular" por ocasião de seu esvaziamento para o pré capilar
linfático como "sais", hormônios, vitaminas, Sendo que a
porosidade dos capilares linfáticos é maior que a dos
sanguíneos (sanguíneos tem porosidade de até 4 micra enquanto
nos capilares linfáticos, as células endoteliais podem dobrar-se
para dentro do capilar formando uma espécie de válvula que,
quando abertas, absorvem de 12 a 14 micra) as macromoléculas
de gordura, capturadas no intestino, aproveitam este caminho
para chegarem até o fígado. Neste percurso, dos intestinos ao
coração, a linfa adquire uma aparência leitosa.
No corpo o Sistema Linfático é também chamado de Sistema
Imunológico. Isto significa que este sistema tem, resumidamente,
duas funções:
Defender e Limpar.
Na drenagem linfática nos deteremos na função de "Limpeza" onde
compõe a chamada "Circulação de Retorno" (Venosa e Linfática)
colaborando na desintoxicação do organismo, em especial, no que
diz respeito as "Macromoléculas" formadas por restos de células
mortas, proteínas e Moléculas de grande peso formadas por
atração iônica (átomos e moléculas que se agrupam buscando a
estabilidade elétrica ) e que, geralmente, não tem proveito
para o organismo, sendo eliminadas nos Nodos Linfáticos.
Contudo, sua função na defesa será levada em consideração ao
decidirmos sobre suas indicações e contraindicações.
-
Vasos Linfáticos:
Chamamos de Vasos Linfáticos as estruturas que capturam e
conduzem a linfa. Os vasos podem ser divididos quanto a sua
função: Capilares Linfáticos capturam a linfa, Pré- capilares e
Pré-Coletores Linfáticos dão início a movimentação da linfa
levando-a aos Coletores Linfáticos, de maior calibre, que
transportam a linfa até os Nodos Linfáticos. Os Vasos Linfáticos
apresentam-se na forma de “rosário” – um gomo, uma válvula, um
gomo, uma válvula.... O espaço entre as válvulas recebe o nome
de “Linfângio”.
-
Nodos Linfáticos
(nova nomenclatura para os, anteriormente chamados, Gânglios):
São estruturas ovais nas quais os vasos linfáticos penetram
trazendo a linfa e seus componentes. Constituídos de tecido
linfático são cobertos por uma cápsula de tecido fibroso. Formam
os Nodos: Trabéculas, vasos aferentes (que trazem a linfa),
seios linfáticos, vasos eferentes (por onde sai à linfa),
nódulos corticais, córtex, centro germinativo, cordões
medulares, artérias e veias. Temos de 400 a 600 Nodos Linfáticos
espalhados pelo corpo, muitos ficam agrupados em cadeias. As
principais cadeias são: cervical, parotídeas, axilares,
supra-epitrocleares, ducto pré-aórtico, inguinais e poplíteas.
Têm por função purificar a linfa, formar linfócitos, também
aprisiona agentes patogênicos ou células "estranhas" (esta
atividade as vezes forma ínguas) e são verdadeiros laboratórios
produzindo defesas na forma de linfócitos e "anticorpos“.
-
Como a linfa se movimenta pelo corpo?
Para respondermos esta pergunta temos de saber algo sobre os
vasos linfáticos. Estes possuem camadas semelhantes às paredes
das veias e válvulas (valvas) em maior número que nas veias o
que permite a linfa fluir em uma só direção, a do coração.
Estas válvulas dão aos vasos linfáticos uma aparência
característica de colar de contas.
A linfa é propelida ao longo dos vasos linfáticos pelos
seguintes mecanismos:
a) A formação de nova linfa por pressão interna ou externa
nos interstícios celulares, empurrando a "antiga" para frente.
b) O estiramento e a contração do segmento de um vaso
linfático (Linfângio) entre duas válvulas. Existem músculos
lisos nos linfângios que fazem a contração dos mesmos e que são
controlados pelo Sistema Nervoso Autônomo (SNA) – Simpático e
parassimpático.
c) Ação massageadora dos músculos esqueléticos sobre os
vasos linfáticos que entre eles passam.
d) Pressão nos vasos linfáticos gerada pelo pulsar dos vasos
sanguíneos (artérias e veias) versus a inércia das vísceras
sobre eles. Os vasos linfáticos procuram se aderir a superfície
dos vasos sanguíneos para serem espremidos contra as vísceras
nos seus “pulsares”.
e) O peristaltismo intestinal sobre os vasos linfáticos
encontrados sobre o mesentério espremendo-os contra o músculo
reto-abdominal.
f) A “sucção” que ocorre nos movimentos respiratórios
(inspiração) sobre a linfa depositada na Ampola de Pequet ou
Cisterna de Quilo, situada junto a coluna vertebral e abaixo
do diafragma (este mecanismo apenas atua na movimentação da
linfa proveniente dos membros inferiores, pelve e abdômen.
g) A força da gravidade colabora na movimentação da linfa
acima do nível do coração.
Observando os mecanismos de movimentação da linfa
notamos que a formação de nova linfa por pressão
externa, ou interna, a contração dos linfângios regulada pelo
SNA, a ação massageadora dos músculos sobre os vasos, a pressão
nos vasos linfáticos gerada pelo batimento dos vasos sanguíneos
versus a inércia das vísceras sobre eles, e a sucção na Ampola
de Pequet ou Cisterna de Quilo promovida pelos movimentos
respiratórios mantêm uma relação entre si. Quando o primeiro
aumenta os demais mecanismos tendem a acompanhar este aumento.
Ex: Quando aumentamos a atividade física correndo, por exemplo,
esprememos os interstícios celulares da “planta” do pé, o SNA
passa para o estado Simpático, os movimentos musculares
aumentam, os batimentos das artérias aumentam e os movimentos
respiratórios igualmente aumentam. Sendo assim, torna-se
evidente que a formação e transporte de linfa, efetuada por
estes mecanismos,
não é constante,
podendo variar de acordo com a situação. Desta observação também
compreendemos que na drenagem linfática manual, quando o
paciente encontra-se em repouso, provavelmente num estado
Parassimpático, o terapeuta poderá usar apenas os mecanismos
“A”, “G” e ocasionalmente o “F”, pois os demais estão lentos.
-
Como fazer
a Drenagem Linfática Manual pelo método
PROPELI® (DLMP)?
a)
Pressão:
A linfa que vem ao coração procede de todas as partes do corpo,
desde as mais periféricas (camadas da pele e tecido adiposo) as
profundas. Na Drenagem Linfática manual procura-se atuar nos
tecidos mais periféricos onde se encontram 70% dos capilares
linfáticos, forçando, por pressão, seu líquido intersticial a
tornar-se linfa que acabará impulsionando a linfa dos vasos mais
profundos. Sendo assim ela terá de ser "suave" o suficiente para
não colabar os capilares linfáticos ou interferir no tecido
muscular, mas com pressão suficiente para manipular os líquidos
dos tecidos superficiais espremendo-os para que se forme a linfa
que será recolhida pelos capilares e conduzida para os vasos
profundos. Observem que a linfa formada pela pressão nos tecidos
superficiais é recolhida e levada para os vasos mais profundos.
Isto significa que a direção da linfa superficial é a de "APROFUNDAMENTO".
b)
Direção:
Se considerarmos as vias linfáticas como componentes da
circulação de retorno usadas para "esvaziar"
o interstício celular de "macromoléculas" que não conseguiram
sair pelos capilares sanguíneos, deveríamos fazê-la no sentido
de colaborar com essa circulação. Significa então que temos de
direcioná-la para o coração? Alguns afirmam que a Drenagem
Linfática deve começar próximo ao coração e ir afastando-se dele
gradativamente. Outros dizem exatamente o contrário. Parece que
o lugar onde tem início à drenagem Linfática é
irrelevante,
pois, no "processo natural" (Drenagem Fisiológica), a Drenagem
ocorre na área que está sendo
pressionada
(lembrar que entre os mecanismos "naturais" de formação e
movimentação de linfa temos a pressão interna ou externa nos
interstícios celulares). Além disso, é importante compreender
que a Drenagem Linfática Manual se dá pelo esvaziamento dos
interstícios celulares superficiais que tem seu conteúdo
capturado pelos capilares linfáticos conduzindo, já como linfa,
aos pré-capilares e para os vasos mais profundos onde, como
"nova linfa", empurrará a linfa que ali se encontra (as válvulas
impedem o refluxo). Nesta etapa (mais profunda) não atuamos,
pois nossa pressão é superficial.
c)
Velocidade:
Sobre a "velocidade" estipulou-se que ela deva ser lenta, mas
como vimos na consideração dos mecanismos envolvidos, há
ocasiões em que a linfa se movimenta com maior rapidez (uma
pessoa em atividade física deve processar mais linfa do que em
repouso). Também temos de levar em consideração que, por ocasião
da
DLMP,
estando o paciente deitado e relaxado, poucos mecanismos
naturais estarão atuando na movimentação "fisiológica" da linfa
produzida. Em repouso, o coração diminui a frequência de suas
batidas, sendo assim a pressão gerada pelo pulsar das artérias
sobre as quais se encontram vasos linfáticos, versus a inércia
das vísceras que estão sobre eles, diminui, tornando a
movimentação da linfa que por ali transita mais lenta. Além
disso, não há a ação "massageadora" dos músculos sobre os vasos
linfáticos que se encontram entre eles. A sucção, no ato da
inspiração, sobre a Ampola de Pequet ou Cisterna de Quilo estará
reduzida retardando a drenagem dos membros inferiores, pelve ou
abdômen. A contração dos linfângios que, por possuírem
musculatura lisa regida pelo SNA, mantém um ritmo de contração
proporcional à respiração e aos batimentos cardíacos, igualmente
estará diminuída pois o paciente esta em repouso. Sendo assim,
parece haver inúmeros argumentos para fazer a
DLMP
lenta,
ou seja,
todo o sistema natural está lento. A drenagem
lenta pode apresentar benefícios secundários. Emil Vodder,
precursor da Drenagem Linfática manual, salientava que a
lentidão provocava uma
indução ao estado Parassimpático
do Sistema Nervoso Autônomo que é o estado propício para a
recuperação e o tratamento do
STRESS.
d)
Manobras:
Para entendermos as manobras e seus motivos necessitamos rever a
parte anatômica e fisiológica do Sistema Linfático. A linfa que
é conduzida para o coração passa por expansões nodulares
chamadas de "Linfonodos" ou Nodos Linfáticos, geralmente
dispostos em cadeias, nos quais ela é purificada. Células
fagocitárias fazem a "filtragem" da linfa eliminando as
Macromoléculas ou diminuindo seu tamanho. Estes Nodos Linfáticos
também desempenham importante papel na defesa do organismo
agindo como barreira contra agentes agressores que ali chegam
trazidos pela linfa. Nos Nodos Linfáticos são aprisionados ou
destruídos. Os Nodos Linfáticos também são centros germinativos
de Linfócitos (um tipo de célula de defesa do organismo). A
existência destes linfonodos, geralmente dispostos em cadeias, e
suas múltiplas funções devem ser levadas em consideração por
ocasião da administração de uma Drenagem Linfática. As
principais cadeias de Nodos Linfáticos, encontradas nas áreas
manipuláveis pela Drenagem Linfática Manual, são: cervicais,
parotídeas, axilares, supra-epitrocleares, inguinais e as dos
losangos poplíteos. É relevante salientar que, todas
estas cadeias se encontram em articulações.
Sendo assim, ao movimentarmos pernas, braços e boca, estaremos
"massageando" estas cadeias de Nodos Linfáticos, esvaziando-as.
Esta é a maneira natural de intervir nas cadeias
de Nodos Linfáticos, flexionando as articulações
e, dada a complexidade das estruturas envolvidas, parece-nos
que, na Drenagem Linfática Manual, deveríamos imitar estes
movimentos em vez de usarmos nossas mãos ou dedos. Assim
evitaremos correr o risco de danificar suas delicadas estruturas
ou libertar algum agente ou célula perigosa ali "aprisionada".
Quanto às manobras, na DLMP usamos basicamente 5: Anel Maior,
Anel Menor, Apalpação, "Amassamento" e "Bisnaguinha“.
e)
Condução:
A Drenagem Manual é feita por manobras superficiais que
devem pressionar somente os tecidos superficiais
(tecido tegumentar e tecido adiposo) sem atingir
a musculatura. Toda vez que um tecido superficial recebe um
aumento de pressão
forma-se linfa.
Não é necessária uma condução visto que, a linfa
capturada pelos capilares linfáticos, procurará os vasos
profundos,
abaixo do local onde ocorre a
"leve pressão".
Devemos lembrar que, a
linfa superficial é enviada para "DENTRO", para o interior da
região "Drenada", e não para o CORAÇÃO.
É como a água no banheiro após o banho, para secá-lo, empurramos
para o ralo. Depois que ela encontra o ralo não temos de nos
preocupar com sua direção. Ela chega ao seu destino
automaticamente.
(Notar que a linfa é capturada dos tecidos periféricos e
direcionada para os vasos profundos)
f)
Tempo:
Sendo que a
DLMP
atua, de maneira minuciosa, no tecido tegumentar onde estão as
glândulas sudoríparas que tem por função, além de resfriar o
corpo, livrá-lo de impurezas, as manobras de pressão fazem com
que estas impurezas que sairiam na forma de sudorese retornem à
circulação, primeiro linfática e depois sanguínea. Assim sendo,
a
DLMP
tem tempo máximo para ser aplicada, ou seja, de 30 a 40 minutos.
Evidentemente que com este limite de tempo não se pode drenar o
corpo inteiro. Devemos perceber no entanto, que a
DLMP
não foi desenvolvida para ser aplicada de uma única vez no em
todo o corpo, ela foi desenvolvida para ser usada em determinada
parte do corpo que necessita de uma alternativa circulatória ou
que não suporta a pressão da massagem
Neurocirculatória
Profunda ou ainda, quando os movimentos de condução
estiverem contra-indicados.
Portanto a
DLMP
é usada de modo
ELETIVO.
Escolhe-se a região do corpo que necessita da
DLMP.
Desta maneira ela poderá ser feita dentro do tempo limite.
Benefícios da Drenagem
Linfática
-
De acordo com Emil Vodder, grande estudioso da
Drenagem Linfática Manual, podemos conseguir com esta técnica
uma estimulação da produção e movimentação da linfa,
"drenando" líquido e macromoléculas do interstício celular.
Isto propicia a absorção de edemas visíveis e os menos
visíveis. Sendo assim, esta indicada para os edemas
pós-traumáticos como os que surgem em contusões e é igualmente
eficiente nos pré e pós-cirúrgicos.
-
É a massagem mais indicada no combate ao
reumatismo (aliar Drenagem Sinovial), celulite e efeitos da
menopausa.
-
A Osteoporose pode ser combatida, com
excelentes resultados (aliar Massagem Osteossensibilizante).
-
Quando existe uma diminuição na produção de
hormônios os poucos produzidos podem ficar "perdidos" em
interstícios celulares que não são o seu destino. Isto causa
uma falta de comunicação entre os órgãos, o sistema nervoso e
o glandular endócrino.
-
A
DLMP
também estimula os processos imunitários por sensibilizar, na
zona cortical dos Nodos Linfáticos, a produção de linfócitos.
-
Favorece a regeneração dos tecidos. Isto pode
ser explicado pela eliminação do edema intersticial que,
quando presente, diminui a velocidade da micro-circulação.
-
Exerce efeitos sobre o sistema nervoso de
forma tranquilizante, relaxante e analgésica. Neste aspecto
a
DLMP
é parecida com a
Neurocirculatória
feita de maneira
Lenta
e
Superficial.
O efeito relaxante estimula a predominância do Sistema Nervoso
Autônomo
Parassimpático,
que influi na recuperação das forças e regeneração dos
tecidos.
-
Pode-se ainda citar benefícios nos casos de
acne, rosácea, pós-operatórios, reduzindo edemas, equimoses,
hematomas, apreçando a cicatrização e impedindo-a formação de
"quelóides" (isso somente será possível quando as manobras
usadas não tiverem direção ou condução).
-
Levando em consideração que a
DLMP,
como a Massagem Neurocirculatória, gera um incremento de
toxinas na circulação cardiovascular, deve-se ter o cuidado de
não fazê-la de maneira prolongada, em especial nos casos de
insuficiência renal
quando poderá estar
contra-indicada.
Nos casos em que necessitamos "Drenar" o corpo inteiro fazer
por partes, em diferentes ocasiões ou diminuir a quantidade de
manobras (geralmente usamos 5 (Anel Maior, Anel Menor,
Apalpação, "Amassamento" e "Bisnaguinha") usando, quem sabe,
apenas 2).
Considerações finais.
-
A
DLMP
deverá ser lenta para
dar tempo aos capilares linfáticos de capturem
o líquido intersticial e para respeitar a defasagem no
mecanismo de movimentação de linfa que ocorre quando o corpo
está em repouso. A lentidão também induzirá ao Sistema Nervoso
Autônomo Parassimpático.
-
Recomendamos
iniciá-la pedindo ao paciente que beba um copo
de água (mais de 200ml), sempre que possível usar a força da
gravidade.
Ambiente silencioso. Se necessitar drenar o corpo inteiro faça
isso por partes, em diferentes sessões, assim a sessão
não será muito demorada
(não ultrapassar os 40 minutos).
-
A intenção do terapeuta deverá ser a de
aprofundar a linfa e não conduzi-la para o coração. Caso o
terapeuta procurar direcionar a linfa para o coração,
aplicando manobras de condução, estará impedido de aplicar a
técnica em pacientes com Flebite, Trombose e outros, pois é
exatamente nesta particularidade que a DLMP se diferencia de
outros métodos de Drenagem ou estilos de massagem, como a
Neurocirculatória, onde há
condução, há deslizamento.
-
O profissional necessitará ter uma metodologia
de cobertura,
uma seqüência de partes a serem drenadas.
Se preferir a "proximal distal" não há objeções, porém sem
condução.
-
Levando em consideração que a
DLMP,
como a Massagem Neurocirculatória, gera um incremento de
toxinas na circulação cardiovascular, deve-se ter o cuidado de
não fazê-la de maneira prolongada, em especial nos casos de
insuficiência renal
quando poderá estar
contra-indicada.
Nos casos em que necessitamos "Drenar" o corpo inteiro fazer
por partes, em diferentes ocasiões ou diminuir a quantidade de
manobras (geralmente usamos 5 (Anel Maior, Anel Menor,
Apalpação, "Amassamento" e "Bisnaguinha") usando, quem sabe,
apenas 2).
-
A drenagem deverá ser superficial, buscando o
profundo sem contanto atingir a musculatura de maneira a não
espremer ou colabar os capilares linfáticos.
Deverá ser lenta porque o sistema de retorno
linfático está lento, e para dar tempo aos capilares
linfáticos de capturarem o líquido intersticial (LEC) que
passará a chamar-se linfa.
Além disso pode-se aproveitar a drenagem para
buscar o relaxamento, a analgesia, a indução ao estado nervoso
Parassimpático.
-
A estes movimentos chamaremos:
- Anel maior.
- Anel menor.
- Palpação.
- Amassamento
- Amassamento “Bisnaga”.
Em algumas regiões usaremos a “pressão”
contínua (ombros, cotovelo, pulso, coxofemoral, joelhos e
tornozelos) – Drenagem Sinovial.
Obs. Em nenhum dos movimentos haverá
deslizamento, apenas pressão sendo, por isso, desnecessário o
uso de óleos ou cremes.
-
A flexão das articulações deverá ser feita ao
iniciar cada sequência de movimentos de drenagem no segmento
e ao finalizar. Quando a drenagem for feita na região
abdominal, abaixo da cicatriz umbilical, região lombar, pelve
ou pernas, além do esvaziamento da cadeia inguinal, deve-se
dar atenção ao esvaziamento da Cisterna de Quilo ou Ampola de
Pequet por meio de inspirações profundas. Terminar com mais um
copo de água. (A água, antes e após a Drenagem, dá condições
aos rins para a imediata depuração do sangue fazendo urina.)
A esta metodologia de Drenagem Linfática chamamos de PROPELI
(Produção Periférica de Linfa) - DLMP.
A
contraindicação absoluta para a Drenagem Linfática Manual é a
insuficiência renal crônica.
Curiosidades:
* 15 % do peso corporal é representado pela linfa.
* Uma pessoa forma de 2 a 5 litros de linfa por dia, mas
pode, em casos especiais (doença), formar 20 litros.
* A linfa circula, dependendo dos mecanismos de condução que
estão sendo usados, a 4 mm/s.
* 80 % da linfa formada no corpo vem da periferia e procura o
aprofundamento onde fará seu papel na condução da
linfa dos vasos profundos.
* Os vasos linfáticos iniciam em capilares, passam para
pré-coletores, coletores e ducto torácico.
* Os capilares linfáticos são diferentes dos capilares
sanguíneos, mais numerosos e mais volumosos (20 a 60 micra).
* Quando os capilares linfáticos abrem para coletar o líquido
intersticial a dilatação pode ser de 12 a 15 micra, isto
representa 2 vezes o tamanho de um glóbulo vermelho.
* O movimento de contração “rítmica” dos vasos linfáticos é
regulado pelo sistema nervoso autônomo e ocorrem de 5 a 10 vezes
por minuto.
* Cada unidade de um vaso linfático (espaço limitado por duas
válvulas) é chamada de “lynphangion" ou LINFÂNGIO.
* O número de Nodos Linfáticos totais no corpo fica entre
600 a 700.
Professor Rubens com representantes do
Instituto Vodder de Drenagem Linfática.
Cosmética RJ. 2002
Veja Ilustrações
do
SISTEMA LINFÁTICO.
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