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Drenagem Linfática PROPELI

Drenagem Linfática Manual PROPELI é uma técnica de massagem que tem por objetivo formar e  movimentar a linfa, conduzindo-a para o coração, imitando a drenagem linfática fisiológica desenvolvida pelo professor Rubens Balestro e registrada no INPI sob o número 824427157.
 
Justificativa: Por que PROPELI®?
 
Desde 1984 temos estudado, com profundidade, a técnica de massagem denominada Drenagem Linfática Manual desenvolvida entre, 1932 e 1936, pelo dinamarquês Emil Vodder (*20 de fevereiro 1896 +17 de fevereiro de 1986), nascido em Copenhague, que estudou línguas, canto, biologia, mineralogia, sociologia, Doutor em Filosofia, estudou ainda citologia e Fisioterapia.
 

Dr. Emil Vodder e esposa Estrid Vodder.

 
Estudamos também o método Leduc de Drenagem Linfática e muitas outras  variantes.  Algumas pareciam mesmo contradizer-se. Com o aparecimento da "Drenagem Mecânica" vários conceitos entraram em "cheque" (aberturas, sentido, velocidade, etc.), pois tudo funcionava. Acreditamos que a palavra "Descobrir" é muito pretensiosa para descrever o que passaremos a compartilhar, melhor seria "Compreender".
 
 
Depois de muita pesquisa  e de observarmos como a "Drenagem Linfática Fisiológica" ocorria em nosso corpo desenvolvemos um método que procura "IMITAR" o "Processo Natural" e que passaremos a abordá-lo. Chamaremos este método de "PROPELI" ®- Produção  Periférica de Linfa.  A metodologia apresenta resultados surpreendentes e caracteriza-se pela objetividade e praticidade, facilitando a atividade dos que trabalham nesta área. Iniciaremos por estabelecer conceitos e definições para então analisarmos as "imitações do corpo" que usaremos no objetivo de conseguir a   "PROPELI"®, o  mecanismo natural  mais usado para a produção  e movimentação da linfa no corpo.
 
Professor Rubens Balestro - DIFEP 1956-SS-POA-RS
 

Para um melhor entendimento da drenagem linfática necessitamos definir alguns elementos:

  • Linfa: É o líquido encontrado nos "vasos" linfáticos. Era "Líquido Intersticial" (liquido extra celular - LEC) que, por sua vez poderia ser "Líquido Intracelular“ (LIC) ou ainda "Sangue Arterial". É importante entender que os líquidos no corpo, na maioria das vezes, recebem o nome em função do lugar onde estão. É como a água: Quando cai do céu, chamamos de chuva, quando brota da terra, chamamos de vertente (mina, fonte, "olho d’água"). As vertentes formam riachos que formam rios que formam lagoas ou deságuam no mar. Tudo é água, mas com nomes e propriedades diferentes. O que encontramos no mar não encontramos numa vertente. Da mesma forma os líquidos de nosso corpo vão trocando de nome e características de acordo com o local onde estão. Quando sai do coração em direção a circulação sistêmica, sendo rico em oxigênio, chamamos "Sangue Arterial", quando entra num interstício celular chamamos de "Líquido Intersticial“ - LEC, quando é absorvido pela célula chamamos de "Líquido Intracelular - LIC" ao sair da célula volta a chamar-se "Líquido Intersticial - LEC". Existem duas maneiras do "Líquido Intersticial - LEC" deixar o interstício celular: pode sair por um capilar em direção a uma vênula e será chamado de “Sangue Venoso“ ou pode ser capturado por um capilar linfático recebendo o nome de "Linfa" que mais tarde se juntará ao "Sangue Venoso" pouco antes do coração. Portanto a "Linfa" deve ser definida pelo local onde se encontra, sendo assim Linfa é o líquido encontrado nos vasos linfáticos.
  • Como é a linfa?

     
    Sendo que sai do interstício celular é desprovida dos glóbulos vermelhos que lá não entram, portanto é praticamente incolor tendo quase a mesma composição do plasma sanguíneo.
     
    Carrega consigo o que encontramos no interstício celular - LEC, em especial aquilo cujo peso molecular ou tamanho seja grande de mais para sair por um capilar sanguíneo, as chamadas "Macromoléculas" , mas  não apenas as "Macromoléculas" e sim todas as substâncias que se encontravam   no "interstício celular" por ocasião de seu esvaziamento para o pré capilar linfático como "sais", hormônios, vitaminas, Sendo que a porosidade  dos capilares linfáticos é maior que a dos sanguíneos (sanguíneos tem porosidade de até 4 micra enquanto nos capilares linfáticos, as células endoteliais podem dobrar-se para dentro do capilar formando uma espécie de válvula que, quando abertas,  absorvem  de 12 a 14 micra) as macromoléculas de gordura, capturadas no intestino, aproveitam este caminho para chegarem até o fígado.
     
    Neste percurso, dos intestinos ao coração,    a linfa adquire uma aparência leitosa. No corpo o Sistema Linfático é também chamado de Sistema Imunológico. Isto significa que este sistema tem, resumidamente, duas funções: Defender e Limpar.
     
    Na drenagem linfática nos deteremos na função de "Limpeza" onde compõe a chamada "Circulação de Retorno" (Venosa e Linfática) colaborando na desintoxicação do organismo, em especial, no que diz respeito as "Macromoléculas"  formadas por restos de células mortas, proteínas e Moléculas de grande peso formadas por  atração iônica (átomos e moléculas que se agrupam buscando a estabilidade elétrica ) e que, geralmente,  não tem proveito para o organismo, sendo eliminadas nos Nodos Linfáticos. Contudo, sua função na defesa será levada em consideração ao decidirmos sobre suas indicações e contraindicações.
     
  • Vasos Linfáticos:

     
    Chamamos de Vasos Linfáticos as estruturas que capturam e conduzem a linfa.
    Os vasos podem ser divididos quanto a sua função:
    Capilares Linfáticos capturam a linfa, Pré- capilares e Pré-Coletores Linfáticos dão início a movimentação da linfa levando-a aos Coletores Linfáticos, de maior calibre, que transportam a linfa até os Nodos Linfáticos.
    Os Vasos Linfáticos apresentam-se na forma de “rosário” – um gomo, uma válvula, um gomo, uma válvula.... O espaço entre as válvulas recebe o nome de “Linfângio”. 

  • Nodos Linfáticos (nova nomenclatura para os, anteriormente chamados, Gânglios):

    São estruturas ovais nas quais os vasos linfáticos penetram trazendo a linfa e seus componentes. Constituídos de tecido linfático são cobertos por uma cápsula de tecido fibroso.
     

    Formam os Nodos:

     
    Trabéculas, vasos aferentes (que trazem a linfa), seios linfáticos, vasos eferentes (por onde sai à linfa), nódulos corticais, córtex, centro germinativo, cordões medulares, artérias e veias.
    Temos de 400 a 600 Nodos Linfáticos espalhados pelo corpo, muitos ficam agrupados em cadeias.
     
    As principais cadeias são: cervical, parotídeas, axilares, supra-epitrocleares, ducto pré-aórtico, inguinais e poplíteas.
     
    Têm por função  purificar a linfa, formar linfócitos, também aprisiona  agentes patogênicos ou células "estranhas" (esta atividade as vezes forma ínguas) e são verdadeiros laboratórios produzindo defesas na forma de linfócitos e  "anticorpos“.
  • Como a linfa se movimenta pelo corpo? Para respondermos esta pergunta temos de saber algo sobre os vasos linfáticos.
    Estes possuem camadas semelhantes às paredes das veias e válvulas (valvas) em maior número que nas veias o que permite a linfa fluir em uma só direção, a do coração.
    Estas válvulas dão aos vasos linfáticos uma aparência característica de colar de contas.

A linfa é propelida ao longo dos vasos linfáticos pelos seguintes mecanismos:

 
a)     A formação de nova linfa por pressão interna ou externa nos interstícios celulares, empurrando a "antiga" para frente.
b)     O estiramento e a contração do segmento de um vaso linfático (Linfângio) entre duas válvulas. Existem músculos lisos nos linfângios que fazem a contração dos mesmos e que são controlados pelo Sistema Nervoso Autônomo (SNA) – Simpático e parassimpático.
c)     Ação massageadora dos músculos esqueléticos sobre os vasos linfáticos que entre eles passam.
d)     Pressão nos vasos linfáticos gerada pelo pulsar dos vasos sanguíneos (artérias e veias) versus a inércia das vísceras sobre eles. Os vasos linfáticos procuram se aderir  a superfície dos vasos sanguíneos para serem espremidos contra as vísceras nos seus “pulsares”.
e)     O peristaltismo intestinal sobre os vasos linfáticos encontrados sobre o mesentério espremendo-os contra o músculo reto-abdominal.
f)      A “sucção” que ocorre nos movimentos respiratórios (inspiração) sobre a linfa depositada na Ampola de Pequet ou Cisterna de Quilo,   situada junto a coluna vertebral e abaixo do diafragma (este mecanismo apenas atua na movimentação da linfa proveniente dos membros inferiores, pelve e abdômen.
g)    A força da gravidade colabora na movimentação da linfa acima do nível do coração.
 
Observando os mecanismos de movimentação da linfa notamos que a formação de nova linfa por pressão externa, ou interna, a contração dos linfângios regulada pelo SNA, a ação massageadora dos músculos sobre os vasos, a pressão nos vasos linfáticos gerada pelo batimento dos vasos sanguíneos versus a inércia das vísceras sobre eles, e a sucção na Ampola de Pequet ou Cisterna de Quilo promovida pelos movimentos respiratórios mantêm uma relação entre si.
 
Quando o primeiro aumenta os demais mecanismos tendem a acompanhar este aumento. Ex: Quando aumentamos a atividade física correndo, por exemplo, esprememos os interstícios celulares da “planta” do pé, o SNA passa para o  estado Simpático, os movimentos musculares aumentam, os batimentos das artérias aumentam e os movimentos respiratórios igualmente aumentam.
 
Sendo assim, torna-se evidente que a formação e transporte de linfa, efetuada por estes mecanismos, não é constante, podendo variar de acordo com a situação. Desta observação também compreendemos que na drenagem linfática manual, quando o paciente encontra-se em repouso, provavelmente num estado Parassimpático, o terapeuta poderá usar apenas os mecanismos “A”, “G” e ocasionalmente o “F”, pois os demais estão lentos.

- Como fazer a Drenagem Linfática Manual pelo método PROPELI® (DLMP)?


a) Pressão:

A linfa que vem ao coração procede de todas as partes do corpo, desde as mais periféricas (camadas da pele e tecido adiposo) as profundas. Na Drenagem Linfática manual procura-se atuar nos tecidos mais periféricos onde se encontram 70% dos capilares linfáticos, forçando, por pressão, seu líquido intersticial a tornar-se linfa que acabará impulsionando a linfa dos vasos mais profundos.
 
Sendo assim ela terá de ser "suave" o suficiente para não colabar os capilares linfáticos ou interferir no tecido muscular, mas com pressão suficiente para manipular os líquidos dos tecidos superficiais espremendo-os para que se forme a linfa que será recolhida pelos capilares e conduzida para os vasos profundos. Observem que a linfa formada pela pressão nos tecidos superficiais é recolhida e levada para os vasos mais profundos. Isto significa que a direção da linfa superficial é a de "APROFUNDAMENTO".
 

b) Direção:

 
Se considerarmos as vias linfáticas como componentes da circulação de retorno usadas para "esvaziar" o interstício celular de "macromoléculas" que não conseguiram sair pelos capilares sanguíneos, deveríamos fazê-la no sentido de colaborar com essa circulação. Significa então que temos de direcioná-la para o coração? Alguns afirmam que a Drenagem Linfática deve começar próximo ao coração e ir afastando-se dele gradativamente. Outros dizem exatamente o contrário. Parece que o lugar onde tem início à drenagem Linfática é irrelevante, pois, no "processo natural" (Drenagem Fisiológica), a Drenagem ocorre na área que está sendo pressionada (lembrar que entre os mecanismos "naturais" de formação e movimentação de linfa temos a pressão interna ou externa nos interstícios celulares). Além disso, é importante compreender que a Drenagem Linfática Manual se dá pelo esvaziamento dos interstícios celulares superficiais que tem seu conteúdo capturado pelos capilares linfáticos conduzindo, já como linfa, aos pré-capilares e para os vasos mais profundos onde, como "nova linfa", empurrará a linfa que ali se encontra (as válvulas impedem o refluxo). Nesta etapa (mais profunda) não atuamos, pois nossa pressão é superficial.
 

c) Velocidade:

 
Sobre a "velocidade" estipulou-se que ela deva ser lenta, mas como vimos na consideração dos mecanismos envolvidos, há ocasiões em que a linfa se movimenta com maior rapidez (uma pessoa em atividade física deve processar mais linfa do que em repouso). Também temos de levar em consideração que, por ocasião da DLMP, estando o paciente deitado e relaxado, poucos mecanismos naturais estarão atuando na movimentação "fisiológica" da linfa produzida. Em repouso, o coração diminui a frequência de suas batidas, sendo assim a  pressão gerada pelo pulsar das artérias sobre as quais se encontram vasos linfáticos,  versus a inércia das vísceras que estão sobre eles, diminui, tornando a movimentação da linfa que por ali transita mais lenta.
 
Além disso, não há a ação "massageadora" dos músculos sobre os vasos linfáticos que se encontram entre eles. A sucção, no ato da inspiração, sobre a Ampola de Pequet ou Cisterna de Quilo estará reduzida retardando a drenagem dos membros inferiores, pelve ou abdômen.
 
A contração dos linfângios que, por possuírem musculatura lisa regida pelo SNA, mantém um ritmo de contração proporcional à respiração e aos batimentos cardíacos, igualmente estará diminuída pois o paciente esta em repouso. Sendo assim, parece haver inúmeros argumentos para fazer a DLMP lenta, ou seja, todo o sistema natural está lento.  
 
A drenagem lenta pode apresentar benefícios secundários. Emil Vodder,  precursor da Drenagem Linfática manual, salientava que a lentidão provocava uma indução ao estado Parassimpático do  Sistema Nervoso Autônomo que é o estado propício para a recuperação e o tratamento do STRESS.

d) Manobras:

 
Para entendermos as manobras e seus motivos necessitamos rever a parte anatômica e fisiológica do Sistema Linfático. A linfa que é conduzida para o coração passa por expansões nodulares chamadas de  "Linfonodos" ou Nodos Linfáticos, geralmente dispostos em cadeias, nos quais ela é purificada.
 
Células fagocitárias fazem a "filtragem" da linfa eliminando as Macromoléculas ou diminuindo seu tamanho.
Estes Nodos Linfáticos também desempenham importante papel na defesa do organismo agindo como barreira contra agentes agressores que ali chegam trazidos pela linfa.
 
Nos Nodos Linfáticos são aprisionados ou destruídos. Os Nodos Linfáticos também são centros germinativos de Linfócitos (um tipo de célula de defesa do organismo). A existência destes linfonodos, geralmente dispostos em cadeias, e suas múltiplas funções devem ser levadas em consideração por ocasião da administração de uma Drenagem Linfática.
As principais cadeias de Nodos Linfáticos, encontradas nas áreas manipuláveis pela Drenagem Linfática Manual, são: cervicais,  parotídeas, axilares, supra-epitrocleares, inguinais e as dos losangos poplíteos.
É relevante salientar que,  todas estas cadeias se encontram em articulações.
Sendo assim, ao movimentarmos pernas, braços e boca, estaremos "massageando" estas cadeias de Nodos Linfáticos, esvaziando-as.
Esta é a maneira natural de intervir nas cadeias de Nodos Linfáticos, flexionando as articulações e, dada a complexidade das estruturas envolvidas, parece-nos que, na Drenagem Linfática Manual, deveríamos imitar estes movimentos em vez de usarmos nossas mãos ou dedos.
Assim evitaremos correr o risco de danificar suas delicadas estruturas ou libertar algum agente ou célula perigosa ali "aprisionada". Quanto às manobras, na DLMP usamos basicamente 5: Anel Maior, Anel Menor, Apalpação, "Amassamento" e "Bisnaguinha“.
 

e) Condução:

 
A Drenagem Manual é feita por manobras superficiais que devem pressionar somente os tecidos superficiais (tecido tegumentar e tecido adiposo) sem atingir a musculatura. Toda vez que um tecido superficial recebe um aumento de pressão forma-se linfa.
Não é necessária uma condução visto que, a linfa capturada pelos capilares linfáticos, procurará os vasos profundos, abaixo do local onde ocorre a "leve pressão".
Devemos lembrar que, a linfa superficial é enviada para "DENTRO", para o interior da região "Drenada", e não para o CORAÇÃO. É como a água no banheiro após o banho, para secá-lo, empurramos para o ralo.
Depois que ela encontra o ralo não temos de nos preocupar com sua direção. Ela chega ao seu destino automaticamente.

(Notar que a linfa é capturada dos tecidos periféricos e direcionada para os vasos profundos)

 
 

f) Tempo:

 
Sendo que a DLMP atua, de maneira minuciosa, no tecido tegumentar onde estão as glândulas sudoríparas que tem por função, além de resfriar o corpo, livrá-lo de impurezas, as manobras de pressão fazem com que estas impurezas que sairiam na forma de sudorese retornem à circulação, primeiro linfática e depois sanguínea. Assim sendo, a DLMP tem tempo máximo para ser aplicada, ou seja, de 30 a 40 minutos.
 
Evidentemente que com este limite de tempo não se pode drenar o corpo inteiro. Devemos perceber no entanto, que a DLMP não foi desenvolvida para ser aplicada de uma única vez no em todo o corpo, ela foi desenvolvida para ser usada em determinada parte do corpo que necessita de uma alternativa circulatória ou que não suporta a pressão da massagem Neurocirculatória Profunda ou ainda, quando os movimentos de condução estiverem contra-indicados.
Portanto a  DLMP é usada de modo ELETIVO. Escolhe-se a região do corpo que necessita da DLMP. Desta maneira ela poderá ser feita dentro do tempo limite.
Benefícios da Drenagem Linfática
  1. De acordo com Emil Vodder, grande estudioso da Drenagem Linfática Manual, podemos conseguir com esta técnica uma estimulação da produção e movimentação da linfa, "drenando" líquido e macromoléculas do interstício celular. Isto propicia a absorção de edemas visíveis e os menos visíveis. Sendo assim, esta indicada para os edemas pós-traumáticos como os que surgem em contusões e é igualmente eficiente nos pré e pós-cirúrgicos.
  2. É a massagem mais indicada no combate ao reumatismo (aliar Drenagem Sinovial), celulite e efeitos da menopausa.
  3. A Osteoporose pode ser combatida, com excelentes resultados (aliar Massagem Osteossensibilizante).
  4. Quando existe uma diminuição na produção de hormônios os poucos produzidos podem ficar "perdidos" em interstícios celulares que não são o seu destino. Isto causa uma falta de comunicação entre os órgãos, o sistema nervoso e o glandular endócrino.
  5. A DLMP também estimula os processos imunitários por sensibilizar, na zona cortical dos Nodos Linfáticos, a produção de linfócitos.
  6. Favorece a regeneração dos tecidos. Isto pode ser explicado pela eliminação do edema intersticial que, quando presente, diminui a velocidade da micro-circulação.
  7. Exerce efeitos sobre o sistema nervoso de forma tranquilizante, relaxante e analgésica.   Neste aspecto a DLMP é parecida com a Neurocirculatória feita de maneira Lenta e Superficial. O efeito relaxante estimula a predominância do Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático, que influi na recuperação das forças e regeneração dos tecidos.
  8. Pode-se ainda citar benefícios nos casos de acne, rosácea, pós-operatórios, reduzindo edemas, equimoses, hematomas, apreçando a cicatrização e impedindo-a formação de "quelóides" (isso somente será possível quando as manobras usadas não tiverem direção ou condução).
  9. Levando em consideração que a DLMP, como a Massagem Neurocirculatória, gera um incremento de toxinas na circulação cardiovascular, deve-se ter o cuidado de não fazê-la de maneira prolongada,  em especial nos casos de insuficiência renal quando poderá estar contra-indicada. Nos casos em que necessitamos "Drenar" o corpo inteiro fazer por partes, em diferentes ocasiões ou diminuir a quantidade de manobras (geralmente usamos 5 (Anel Maior, Anel Menor, Apalpação, "Amassamento" e "Bisnaguinha") usando, quem sabe, apenas 2).

Considerações finais.

  1. A DLMP deverá ser lenta para dar tempo aos capilares linfáticos de capturem o líquido intersticial e para respeitar a defasagem no mecanismo de movimentação de linfa que ocorre quando o corpo está em repouso. A lentidão também induzirá ao Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático.
  2. Recomendamos iniciá-la pedindo ao paciente que beba um copo de água (mais de 200ml), sempre que possível usar a força da gravidade. Ambiente silencioso. Se necessitar drenar o corpo inteiro faça isso por partes, em diferentes sessões, assim a sessão não será muito demorada (não ultrapassar os 40 minutos).
  3. A intenção do terapeuta deverá ser a de aprofundar a linfa e não conduzi-la para o coração. Caso o terapeuta procurar direcionar a linfa para o coração, aplicando manobras de condução, estará impedido de aplicar a técnica em pacientes com Flebite, Trombose e outros, pois é exatamente nesta particularidade que a DLMP se diferencia de outros métodos de Drenagem ou estilos de massagem, como a Neurocirculatória, onde há condução, há deslizamento.
  4. O profissional necessitará ter uma metodologia de cobertura, uma seqüência de partes a serem drenadas. Se preferir a "proximal distal" não há objeções, porém sem condução.
  5. Levando em consideração que a DLMP, como a Massagem Neurocirculatória, gera um incremento de toxinas na circulação cardiovascular, deve-se ter o cuidado de não fazê-la de maneira prolongada,  em especial nos casos de insuficiência renal quando poderá estar contra-indicada. Nos casos em que necessitamos "Drenar" o corpo inteiro fazer por partes, em diferentes ocasiões ou diminuir a quantidade de manobras (geralmente usamos 5 (Anel Maior, Anel Menor, Apalpação, "Amassamento" e "Bisnaguinha") usando, quem sabe, apenas 2).
  6. A drenagem deverá ser superficial, buscando o profundo sem contanto atingir a musculatura de maneira a não espremer ou colabar os capilares linfáticos. Deverá ser lenta porque o sistema de retorno linfático está lento, e para dar tempo aos capilares linfáticos de capturarem o líquido intersticial (LEC) que passará a chamar-se linfa. Além disso pode-se aproveitar a drenagem para buscar o relaxamento, a analgesia, a indução ao estado nervoso Parassimpático.
     
  7. A estes movimentos chamaremos:
    -          Anel maior.
    -          Anel menor.
    -          Palpação.
    -          Amassamento
    -          Amassamento “Bisnaga”.
    Em algumas regiões usaremos a “pressão” contínua (ombros, cotovelo, pulso, coxofemoral, joelhos e tornozelos) – Drenagem Sinovial.
    Obs. Em nenhum dos movimentos haverá deslizamento, apenas pressão sendo, por isso, desnecessário o uso de óleos ou cremes.
     
  8. A flexão das articulações deverá ser feita ao iniciar cada sequência de  movimentos de drenagem no segmento e ao finalizar. Quando a drenagem for feita na região abdominal, abaixo da cicatriz umbilical, região lombar, pelve ou pernas, além do esvaziamento da cadeia inguinal, deve-se dar atenção ao esvaziamento da Cisterna de Quilo ou Ampola de Pequet por meio de inspirações profundas. Terminar com mais um copo de água. (A água, antes e após a Drenagem, dá condições aos rins para a imediata depuração do sangue fazendo urina.)  A esta metodologia de Drenagem Linfática chamamos de PROPELI (Produção Periférica de Linfa) - DLMP.
A contraindicação absoluta para a Drenagem Linfática Manual é a insuficiência renal crônica.
Curiosidades:
* 15 % do peso corporal é representado pela linfa.
* Uma pessoa forma de 2 a 5 litros de linfa por dia, mas pode, em casos especiais (doença), formar 20 litros.
* A linfa circula, dependendo dos mecanismos de condução que estão sendo usados, a 4 mm/s.
* 80 % da linfa formada no corpo vem da periferia e procura o aprofundamento onde fará seu   papel na condução da linfa dos vasos profundos.
* Os vasos linfáticos iniciam em capilares, passam para pré-coletores, coletores e ducto torácico.
* Os capilares linfáticos são diferentes dos capilares sanguíneos, mais numerosos e mais volumosos (20 a 60 micra).
* Quando os capilares linfáticos abrem para coletar o líquido intersticial a dilatação pode ser de 12 a 15 micra, isto representa 2 vezes o tamanho de um glóbulo vermelho.
* O movimento de contração “rítmica” dos vasos linfáticos é regulado pelo sistema nervoso autônomo e ocorrem de 5 a 10 vezes por minuto.
* Cada unidade de um vaso linfático (espaço limitado por duas válvulas) é chamada de “lynphangion" ou LINFÂNGIO.
* O número de Nodos Linfáticos totais no corpo fica entre  600 a 700.


Professor Rubens com representantes do Instituto Vodder de Drenagem Linfática. Cosmética RJ. 2002


Albert Leduc, possivelmente a maior autoridade mundial em Drenagem Linfática.

 
 
Este novo método de Drenagem Linfática Manual trás enormes benefícios à pessoa que a recebe e muitas vantagens sobre os outros métodos, permitindo aos capacitados atuarem em circunstâncias onde, com outros métodos, isso não seria possível. É usada terapeuticamente para combater a retenção de líquidos, promover a desintoxicação e nutrição dos tecidos, elimina as equimoses, potencializa os mecanismos de cicatrização de tecidos, apresenta benefícios na fibromialgia, é usada na estética para o combate a celulite.
 

Programa

História

§  O Método do Dr. Vodder;
§  O Método do Dr. Leduc;
§  O Método PROPELI;
Fundamentação teórica:
§  Anatomia e fisiologia do Sistema Linfático e Imunológico;
Mecanismo de funcionamento:
§  Mecanismos naturais de formação da linfa (2);
§  Mecanismos naturais de movimentação da linfa (7);
Metodologia de cobertura;
Manobras de Drenagem Linfática;
Manobras de Esvaziamento das cadeias de Linfonodos;
Aplicações terapêuticas;
Aplicações Estéticas;
Ficha de anamnese;
Aparelhos usados na Drenagem Linfática;
Indicações e contraindicações.
Entrega de apostila e certificado.
- Docente: O Fundador Prof. Rubens Balestro ; DIFEP nº. 1956