Já ouviram dizer: “Estas férias acabaram comigo”, “Estou quebrado(a) , não tem lugar onde não dói.”, “Fui descansar e agora estou todo(a) dolorido(a).” Por que isso acontece? Quando saímos de férias queremos fazer tudo o que não fazemos durante o ano. Queremos fazer exercícios, caminhar, etc. O resultado é catastrófico. Pessoas passam o ano inteiro sentadas em suas cadeiras trabalhando. Quantas horas elas ficam sentadas? Elas dizem 8 horas, mas é somente isso? Acompanhem comigo: Elas acordam e sentam na cama, levantam e sentam no vaso sanitário, levantam e sentam à mesa para tomar o café, levantam e sentam em seu meio de transporte para irem ao trabalho. Lá chegando levantam e sentam em suas cadeiras para, ao meio dia, levantarem e sentarem novamente em seus meios de transporte. Chegam em casa levantam e sentam no sanitário e, novamente, levantam e sentam à mesa, em seguida, levantam e sentam no transporte. Chegam no trabalho levantam e sentam em suas cadeiras. No final do expediente levantam e sentam no seu transporte. Quando chegam em casa levantam e sentam no sanitário. Esperam o jantar sentados, assistindo televisão. Levantam e sentam para o jantar. Voltam a levantar e sentar para assistir a “novela”. Vão deitar e dormem com as pernas encolhidas. Quantas horas por dia estas pessoas passam com as pernas flexionadas? Qual o estado da musculatura posterior da coxa? Não necessitamos ser “experts” no assunto para concluir que a musculatura estará atrofiada. Agora imaginem essas mesmas pessoas indo veranear na praia. Lá resolvem caminhar diariamente e escolhem caminhar na areia, junto ao mar, onde o calcanhar afunda. O próprio exercício da caminhada, para essas pessoas, deveria ser gradativo, num piso firme e com calçado apropriado. Ao escolherem caminhar na areia forçam demais a musculatura ocasionando dores. Existem aqueles que não se contentam com as caminhadas e jogam futebol, sobem em dunas, etc. O resultado é terrível, alguns chegam a romper tendões.
Um outro fator deve ser considerado. É costume, para os que têm residência de veraneio, mandar para o local as coisas que resolvem trocar em seus lares como fogão, mesa, refrigerador, cama e colchão (coisas velhas). Os colchões, na sua maioria, têm uma vida útil inferior aos cinco anos. Quando atingem esse tempo de uso a espuma perde sua capacidade de sustentação e formam curvas quando pessoas deitam neles. Essas curvas projetam os discos intervertebrais em várias direções, provocando dores e fazendo a pessoa “virar-se” na cama. Quando o colchão acentua ou retifica as curvas da coluna, além das projeções discais pode ocorrer a compressão das facetas posteriores que, igualmente , provoca dores. A noite mal dormida compromete o reidratamento dos discos que, por sua vez, não absorvem os impactos das caminhadas. Tudo resulta em dor. Por isso o lembrete: “CUIDADO COM AS FÉRIAS.” Não mude demais sua rotina física. Esteja atento ao seu repouso. É indispensável “dormir bem”. O lugar do colchão velho não é no local de veraneio. Estando muito "conservado", não o jogue fora, coloque-o no quarto de hóspedes, você se livrará dos dois.
Rubens Balestro
Massoterapeuta- DIFEP nº1956/SS/POA/RS
Diretor da Escola de Massoterapia SOS CORPO